Laboratório Prático de Criação Cênica

Entidade promotora
grupo queda

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LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO CÊNICA – TENTATIVAS POR IMAGENS QUE AINDA NÃO NOS FORAM DADAS

As artistas Gabriela Giffoni e Lilia Wodraschka abrem o processo de criação da peça-dispositivo perfomático, entitulado “Monstro”, para, aliadas com outros artistas (atores, diretores, dramaturgos, performers…), investigar a questão “como criar novos possíveis de existência e arte? Em tempos em que tudo parece estar saturado, como criar dispositivos para a liberação de imagens, emancipações de sentidos e surgimento de novos planos de imanência e afetações?

Que tipo de imagem nos faz (re)pensar o mundo? Como criar dispositivos cênicos que permitam afirmar novas subjetividades? Como a dramaturgia nos possibilita (re)criar a vida?

A partir dessas premissas serão abertas conversas com o grupo participante para trazer ideias e fazer emergir as questões mais pulsantes e urgentes tanto no campo da arte (e da existência) hoje. E, então, seguiremos com leituras de textos, exercícios de escrita e com o corpo – escuta, composições, treinamentos – que deem continuidade as investigações num processo de tentativas e elaborações conjuntas. Os principais motores de ação na pesquisa são a desconstrução e construção das ideias e experiências de tempo, espaço e memória, a fim de fazer surgir novas qualidades de linguagem, dramaturgia, atuação e performance.

O objetivo final das três semanas de oficina é a criação de uma obra contínua a partir do que se formar como processo do grupo numa plataforma virtual (por exemplo, no instagram) que possa ser atualizada mesmo depois dos encontros presenciais e que sirva como uma galeria móvel para imagens, textos, filmes, performances, tudo o que se construir tanto no tempo de estudo em conjunto, quanto depois.

Para inscreverem-se, os interessados devem mandar um e-mail com nome, idade e pequena apresentação/porquê do interesse para o e-mail: dispositivomonstro@gmail.com

o instagram do processo “MONSTRO” – iniciado em novembro de 2017:
https://www.instagram.com/m_nstr_/

MAIS INFORMAÇÕEs:

POSSÍVEIS CAMINHOS PARA OS ENCONTROS:

Semana 1 – Perante o fim do mundo, as imagens como força.

Leitura dos textos que são a base da peça-performance Monstro, leitura de textos teóricos que abordem o pós-drama e como ressoa na dramaturgia, atuação e direção cênica, apresentação da proposta, discussões, levantamento das principais questões que comovem o grupo (estéticas, políticas), exercícios de escrita a partir de exercícios de composição e de dispositivos diversos (fotos, matérias de jornal, fiapo retirado do encontro) que produzam as primeiras imagens e narrativas. Iniciação prática dos treinamentos das bases do view-points.

Semana 2 – Uma terra que se destrói vive inteira dentro de mim.

Partiremos para um trabalho físico de composição cênica e experimentação, passando para a ação as pesquisas já iniciadas. Temos como base principal a pesquisa em View Points, mas também inspirações diversas a partir de exercícios e dispositivos acumulados ao longo da nossa formação. Também abrindo espaço para sugestão de novos tipos de exercícios e dinâmicas que possam surgir do grupo. As práticas relacionadas aos View Points consiste, principalmente, em uma decupagem das noções de tempo e espaço em nove pontos de vista físicos (velocidade, duração, repetição, respostas cinestésicas; forma, topografia, distância, arquitetura e gesto) e em uma série de práticas voltadas à redução do intervalo entre estímulo e resposta, à intensificação das capacidades de escuta e percepção dos elementos espaço-temporais constitutivos da cena.

Semana 3 – Simples potencialidade amorosa, um elemento para um novo devir da consciência.

Continuaremos com o processo prático, intensificando no que já foi levantado nas semanas anteriores e entendendo qual dispositivo, qual força, qual linha será desenvolvida na obra contínua no instagram (ou na plataforma virtual escolhida). Começaremos o trabalho de composição, captação e edição das imagens nos encontros para experimentar as possíveis forças, vibrações, afetações que surgem e como podem ser articuladas dali em frente no projeto continuado.

O PROJETO MONSTRO
O projeto-peça nasce exatamente da tentativa de formar imagens e desencadeamentos entre elas que são regidas por uma “vibe” mais do que por uma história em si. No processo, iniciado em outubro no Rio de Janeiro, criamos a alegoria de um monstro que passou por uma cidade e fez tudo virar ruínas. Os sobreviventes da catástrofe tentam contar a suas histórias com o que sobrou deles (fisicamente e empiricamente alterados). Porém, a peça-performance-processo é mais sobre uma força-monstra do que qualquer história, um dispositivo-monstro que busca:

1. ser disforme, fantástico e ameaçador, ger. descomunal, que pode ter várias formas e cujas origens remontam à mitologia.
2. qualquer ser ou coisa contrária à natureza; anomalia, deformidade, monstruosidade.
3. qualquer ser ou coisa horrenda, pavorosa, excessivamente feia e/ou bizarra.
4. corpo de conformação anômala na sua totalidade ou em uma de suas partes; aberração.
5.algo que se caracteriza pelo fato de ser colossal, descomunal.

Público-Alvo
Artistas e pesquisadores da cena e da composição das imagens – atores, diretores, bailarinos, coreógrafos, dramaturgos, perfomers, filósofos, cineastas… – interessados na investigação de modos de fazer e em práticas de proximidade.

Apoio: Câmara Municipal de Lisboa, Polo Cultural Gaivotas | Boavista

Data limite
08/01

Local
Lisboa, Polo Cultural Gaivotas, Boavista. Rua das Gaivotas, 8

Data de realização
08/01 a 26/01. As segundas, terças, quintas e sextas, de 14:30 a 18h.

Custo
Acreditamos na forma de contribuição colaborativa, em que o indivíduo possa escolher o quanto pode se compromissar em contribuir de acordo com suas possibilidades.

Contactos
Para inscreverem-se, os interessados devem mandar um e-mail com nome, idade e pequena apresentação/porquê do interesse para o e-mail: dispositivomonstro@gmail.com

Mais informações

Tipo

Formação

Disciplinas

Dança, Teatro

Localidade

Lisboa