Cem anos de solidão, cinquenta anos depois

por António Mega Ferreira Há cinquenta anos, no verão de 1967, saía em Buenos Aires, com a chancela da Editorial Sudamericana, um romance denso e surpreendente de um escritor colombiano que, até então, era mais conhecido nos meios literários latino-americanos do que no seu próprio país. O livro chamava-se Cem anos de solidão e vinha […]

Provocador “Circulação e Acesso às Artes em Portugal”

Por Sara Barros Leitão Texto provocador lido nas Jornadas de Teatro – 13.06.2017 Painel “Circulação e Acesso às Artes em Portugal” Boa tarde, Estamos a chegar ao fim destas Jornadas de Teatro, e este será o último painel: “Circulação e Acesso às Artes”. Fui desafiada para ser a figura provocadora. É a primeira vez que […]

Boca a Boca – Há pós-modernidade onde há dor? Haris Pašović e Frank Zappa

Há pós-modernidade onde há dor? Haris Pašović e Frank Zappa, Ou Did anybody cry? Por Patrícia Portela Eu não sei bem a história toda porque sou só mais um peão do seu labiríntico tabuleiro. Mas sei que o ano era o de 96. Sei que tinha chegado há pouco a Utrecht para viver, estudar e […]

PT.17: Um trampolim para a abertura, a divergência e a internacionalização

Em quatro dias intensos, a Plataforma Portuguesa de Artes Performativas mostrou em Montemor-o-Novo 16 dos mais estimulantes trabalhos de criação em dança, teatro e performance dos últimos dois anos. Por Maria João Guardão “Tenho deitado pessoas, contratado seguros, fechado orçamentos, confirmado empréstimos, verificado materiais de comunicação”, responde Ana Carina Paulino à questão da ocupação dos […]

Bruce Lee: Tranquilo e Infalível

Por Sara Figueiredo Costa Era de um “Índio” que falava Caetano Veloso quando gravou a canção onde se ouvia o verso “tranquilo e infalível como Bruce Lee”. E mesmo sem ser índio, a Bruce Lee assentam bem os epítetos dados por Caetano. A infalibilidade dos golpes, entre punhos e pernas, não impediu que morresse com […]

PT.17 – De Montemor para o Mundo

Por Pedro Mendes Há 17 anos, Rui Horta teve um sonho: Criar um espaço de residências artísticas nas áreas do teatro, dança, performance, música, virado, essencialmente, para a criação contemporânea. Assim surgiu “O Espaço do Tempo”, no Convento da Saudação em Montemor-o-Novo. Inúmeros artistas portugueses e estrangeiros têm tido a oportunidade de tirar partido destas residências, […]

Boca A Boca – Para Rogério Vieira e Augusto Sobral

Por Patrícia Portela A realidade é, em rigor, pouco rigorosa, já gritava Douglas Adams à boleia pelas suas galáxias. No entanto, a precisão com que essa realidade nos acontece diariamente e nos prende ao chão que pisamos é provavelmente o mistério mais fascinante que a invenção de um nariz respirante colado a um coração que […]

Augusto Boal: o exílio em cartas

Por Lyza Brasil Em junho de 1976, o teatrólogo brasileiro Augusto Boal desembarcou em Lisboa com a mulher e os dois filhos. A mãe, Albertina, recebeu um dos cartões-postais que ele enviou da capital portuguesa no dia 10 de junho: «Mamãe, cá estou eu na Santa  terrinha. Vou ficar mais tempo do que pensava. Logo […]

Berlim – Um tónico democrático

Por Andréa Zamorano Não precisei  andar  mais do que dois quilómetros de bicicleta para chegar a Bernauer Straβe naquele domingo. Não precisei andar mais do que dois metros para me aproximar do primeiro local onde se lia numa placa de bronze: 25.09.61 «Fluchtversuch und Festnahme; Wilfried K» ou «Tentativa de fuga e prisão; Wilfried K.» […]

Gonzalo Bénard, o artista que não é deste mundo

Entre o muito que sempre haverá a dizer sobre o que é a Arte, e entre o pouco que sobre esta definição possa ser objeto de consensos, sobressai a sua dimensão transformadora. A Arte transforma. Transforma, em primeiro lugar, o real que lhe serve de inspiração. Transforma, seguramente, quem dela se apropria, no sentido de […]