Circular Festival – Entrevista

Conversámos com Paulo Vasques e Dina Magalhães, Directores Artísticos do Circular Festival de Artes Performativas. Este festival acontece anualmente em Vila do Conde. A edição de 2017 decorre de 22 a 30 de setembro. Falámos do percurso do festival, do público, e do estado das artes performativas em Portugal.

Como encaram o percurso do Circular Festival até esta edição?
O festival Circular tem crescido de forma consistente e firmado a sua identidade e lugar no campo das artes performativas, tanto ao nível local como nacional. A actividade da Circular estendeu-se para além do festival e desenvolve regularmente, ao longo do ano, um programa de actividades educativas e o projecto “artista residente”. Este crescimento traduziu-se num maior envolvimento dos públicos e possibilitou um fortalecimento ao nível das parcerias com agentes e instituições locais e nacionais.

Já têm um publico fiel?
Temos cativado um público especializado e interessado em artes performativas e público local que se foi aproximando do festival ao longo dos anos, também através dos projectos de envolvimento com a comunidade.

Quais as vantagens e desvantagens de programar fora da capital?
Como vantagens vemos a facilidade no estabelecimento de diálogo com agentes e instituições locais. O maior desafio prende-se com a capacidade em mobilizar diferentes públicos da área circundante a Vila do Conde, em especial do Porto onde existe actualmente um público muito atento e interessado nas artes performativas.

O que destacam da edição deste ano?
A estreia nacional do espectáculo “Undated” da coreógrafa francesa Martine Pisani e o concerto dos Drumming Grupo de Percussão que vai centrar-se em repertório do compositor Jorge Peixinho (que se relacionou com Vila do Conde através da Academia de Música S. Pio X). O concerto inclui a estreia absoluta de uma obra encomendada pelo Circular a Eduardo Luís Patriarca, compositor que reside em Vila do Conde e que recebeu formação de Jorge Peixinho.

Partilhem connosco um espectáculo que vos tenha marcado.
“The show must go on” de Jérôme Bel (Paulo Vasques) e “Uma misteriosa coisa disse E. E. Cummings” de Vera Mantero (Dina Magalhães).

Como vêem o estado das artes performativas em Portugal?
Ao nível da criação diríamos que tem vindo a afirmar a sua singularidade e qualidade, com reconhecimento e destaque internacional crescente.
Ao nível da afirmação nacional, urge estimular a circulação em todo o território, criar condições dignas de profissionalização e combater o crónico subfinanciamento das artes.

Mais informações sobre o Circular em www.circularfestival.com

 

Deixa o teu Comentário