150 Milhões de Escravos

Quando:
17 de Janeiro, 2018@9:30 pm_11:00 pm
2018-01-17T21:30:00+00:00
2018-01-17T23:00:00+00:00
Onde:
Teatro da Trindade
R. Nova da Trindade 9
1200-466 Lisboa
Portugal
Contacto:
Teatro da Trindade
21 342 3200

“A ideia de trabalhar o neorrealismo, nasce de uma vontade minha, pois tendo sido nascida e criada na lezíria ribatejana, conheci bem de perto os protagonistas das obras de Soeiro e Redol. Passados muitos anos, senti a necessidade de “voltar à terra”, à minha infância e adolescência. Ao mesmo tempo, nessa viagem de retorno cruzei-me com este que foi o movimento neorrealista português – A luta dos pobres. As gentes da lezíria, os operários da fábrica em Alhandra, os avieiros, os esteiros, os telhais, os campinos, os capatazes, os latifundiários, os ciganos, etc.; uma comunidade socialmente rica e digna de análise, como o fizeram tão bem Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol (Alhandra e Vila franca de Xira). Em Almada, começámos esta viagem pelo neorrealismo com “O Cravo Espanhol” de Romeu Correia, que levámos a Ponte de Sor, Castro Verde, Setúbal, Alverca, Seixal e Leiria; passamos em “Gândara” de Carlos de Oliveira e o seu “Finisterra” e acabamos em ​Alhandra nos telhais dos “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes. A adaptação pretende trazer esta obra para a contemporaneidade, transportando as crianças trabalhadoras dos telhais e jovens operários para os dias de hoje. Quem são hoje os filhos dos homens que nunca foram meninos?”   
Maria João Luís

*150 milhões é o número de menores que, segundo a Amnistia Internacional, são hoje vítimas de trabalho infantil.

Encenação Maria João Luís 
A partir de Em Homenagem aos nossos empregados de Mickael de Oliveira, A Gaivota de Anton Tchékhov e Esteiros de Soeiro Pereira Gomes
Com Beatriz Godinho, ​Catarina Rôlo Salgueiro, Emanuel Arada, Ivo Alexandre, João Saboga, José Leite, Hélder Agapito, Lígia Soares e Teresa Sobral.
Cenografia Ângela Rocha​
Vídeo Inês Oliveira
Movimento Paula Careto
​Desenho de Som José Peixoto​
Desenho de Luz Pedro Domingos
Assistência de Encenação Catarina Rôlo Salgueiro
Direção de Produção Pedro Domingos
Coprodução Teatro da Trindade INATEL e Teatro da Terra

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