Para Que o Céu Não Caia

Quando:
8 de Dezembro, 2017@9:30 pm_11:00 pm
2017-12-08T21:30:00+00:00
2017-12-08T23:00:00+00:00
Onde:
Teatro Campo Alegre
Rua das Estrelas
4150 Porto
Portugal
Custo:
10€
Contacto:
Teatro Campo Alegre
351 22 606 30 00
Os bailarinos dançam para encontrar uma forma de sobreviver num mundo virado de cabeça para baixo.
O mito do fim do mundo, relatado pelo xamã yanomami Davi Kopenawa, diz que rompida a harmonia da vida no universo, o céu – no idioma yanomami entendido por “aquilo que está acima de nós”– desaba sobre todos os que estão abaixo e não apenas sobre os povos das florestas. Diante de tantas catástrofes e barbáries que todos os dias nos assombram e emudecem, nesse contexto de drásticas mudanças climáticas escurecendo o futuro, o que resta fazer? Como imaginar formas de continuar e agir? O que cada um de nós pode fazer para segurar o céu? Os bailarinos da Lia Rodrigues Companhia de Danças dançam ao ritmo de máquinas e carros, helicópteros, sirenes, sob um calor escaldante, com chuva e tempestade, como uma oferta e um tributo, para não desaparecerem, para durarem e para apodrecerem, para moverem o ar e para se expandirem, para sonharem e para visitarem lugares sombrios, para serem fracos e para resistirem. Eles dançam para encontrar uma forma de sobreviver num mundo virado de cabeça para baixo. Dançar para segurar o céu. Para que o céu não caia…dançam.

Lia Rodrigues nasceu em 1956 em São Paulo onde se formou em ballet clássico e estudou História na Universidade de São Paulo. Após ter participado do movimento de dança contemporânea em São Paulo, nos anos 70, integrou a Compagnie Maguy Marin/França entre 1980 e 1982. De volta ao Brasil fundou a Lia Rodrigues Companhia de Danças em 1990, no Rio de Janeiro e desde então a Companhia mantém-se em atividade durante todo o ano, com aulas, ensaios do repertório, trabalho de pesquisa e criação, apresentando-se no Brasil e internacionalmente. Em 1992 criou e dirigiu durante 14 anos o mais importante festival de dança do Rio de Janeiro, o Panorama da Dança. Desde 2004, convidada por Silvia Soter, a Companhiadesenvolve ações artísticas e pedagógicas na favela da Maré, no Rio de Janeiro, em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré. Dessa parceria surgiu o Centro de Artes da Maré aberto ao público em 2009. Nesse espaço a Companhia criou e estreou seus trabalhos “Pororoca”, “ Piracema”e “Pindorama”, entre outros. Em 2007, foi condecorada pelo governo francês com a medalha de Chevalier des Arts et des Lettres.

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CONVERSA PÓS-ESPETÁCULO COM ANDRÉ CEPEDA • SEX 8 DEZ
Fotógrafo

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