Lusco-Fusco

Quando:
17 de Março, 2018@4:00 pm_4:45 pm
2018-03-17T16:00:00+00:00
2018-03-17T16:45:00+00:00
Onde:
Teatro Rivoli
Praça de Dom João I
4000 Porto
Portugal
Contacto:
Teatro Rivoli
22 339 22 01
“Lusco-Fusco” surge de um desejo de partilhar uma experiência sobre o vazio e o que ele pode conter.
O vazio só contém ar! E o aborrecimento? Como é o vazio de estar tudo tão cheio que não encontramos nada? Será uma incubadora de acontecimentos? Uma descoberta partilhada da matéria e do corpo em que a luz e a transiçãnuma relação de escala entre nós – o mundo e os inversos. “Lusco-Fusco” vê a vontade de ser um bocadinho inventor do seu próprio espanto e, para isso, desenha um espaço que pouco a pouco se torna numa invasão feita pela matéria que podemos com ela transformar e sermos transformados, mudá-la de lugar, levá-la connosco, arrastá-la e libertá-la. Deixá-la ser invadida por mãos e pés e cabeças que sentem. Os performers organizam o corpo para desaparecer, desobedecer e desaprender com a matéria, operam a luz e o som e habitam um lugar aberto ao sensível e à própria percepção de cada criança.

Catarina Gonçalves foca o seu trabalho na dança em contextos que questionam o corpo social/político e a relação entre público/performer. A aproximação à comunidade pauta o seu percurso artístico. Inicia os seus estudos na área da comunicação, licencia-se em educação, pela ESE, Lisboa (2004) e posteriormente em artes do espetáculo – dança contemporânea (2007), na ESD de Lisboa. Foi artista convidada do Projeto EVA (Lisboa, 2010) a intervir nos Bairros 6 de Maio e Armador; criou What the body know’s that we don’t know (2012 DOCK11,Berlin) e Solo em Artistas à Procura de um Abrigo, para o Festival Todos (Lisboa, 2013).

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica queserve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de autoquestionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência. Inicia-se profissionalmente como autor e intérprete em 2005. Desde 2015 que é artista residente apoiado pela Circular Associação Cultural.

Direção e Interpretação Catarina Gonçalves e Filipe Caldeira
Dramaturgia Joana Bértholo
Direcção Plástica Rita Westwood
Acompanhamento Ensaios Cristina Planas Leitão
Apoio à Cenografia Emanuel Santos
Sonoplastia Filipe Lopes
Desenho de Luz Cárin Geada
Agradecimentos Constança Carvalho Homem e André Uerba
Coprodução Teatro Municipal do Porto, São Luiz Teatro Municipal, Comédias do Minho, Circular Associação Cultural, Teatro Aveirense
Duração aprox. 45 mins

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