Pedro Moutinho

Quando:
7 de Dezembro, 2017@9:30 pm_11:00 pm
2017-12-07T21:30:00+00:00
2017-12-07T23:00:00+00:00
Onde:
Culturgest
R. Arco do Cego 50
1000 Lisboa
Portugal
Custo:
18€
Contacto:
Culturgest
21 790 51 55
Voz Pedro Moutinho Guitarra portuguesa André Dias Viola Tiago Silva Baixo acústico Frederico Gato Som João Paulo Nogueira Luz Tela Negra

Entre o fado e a noite existe uma relação profunda que remonta às origens desta canção, ao meio em que nasceu e cresceu. O fado, que surge em Lisboa como canção vivida por marginais em ambientes noturnos, propícios aos excessos e aos pecados, dá-se mal com a luz do dia, dá-se bem com a escuridão ou a penumbra da noite. Os fadistas muitas vezes cantam de olhos fechados. Nas casas de fado as luzes baixam quando se começa a tocar e a cantar. É conhecida a história da primeira gravação para disco de Alfredo Marceneiro. Era dia, no Teatro Taborda. “Mas oh Hugo, eu não sei cantar à luz do dia!”. O histórico técnico de som Hugo Ribeiro, que contou esta história, resolveu o problema vendando os olhos ao mestre com o lenço que ele costumava usar ao pescoço.

Pedro Moutinho foi buscar o tema da ligação entre a noite e o fado como condutor do espetáculo que concebeu especialmente para a Culturgest.

Dos cerca de 25 fados que irá interpretar, há vários que no próprio título remetem explicitamente para essa união: “Sou a noite”, “Noite cerrada”, Meia-noite e uma guitarra”, “Noite”. São fados ditos tradicionais, isto é, e simplificando, em que a melodia está de tal forma construída que suporta vários poemas, o que permite interpretações muito diversas de tal modo que parecem fados sempre diferentes. As letras são da autoria de grandes poetas populares ou eruditos.

Pedro Moutinho, como os seus irmãos Camané e Helder Moutinho, vive o fado desde muito pequeno, por influência dos pais, e em menino já o cantava. A sua discografia conta com seis títulos, cinco dos quais com originais. Mas é no último, O Fado em nós, de 2016, que gravou a sua, até agora, obra-prima, “a sua joia mais polida”, como escreveu Nuno Pacheco. Pedro Moutinho é hoje, por provas dadas, dos maiores da sua geração.

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