Piece for Person and Ghetto Blaster (Peça para Pessoa e Tijolo)

Quando:
13 de Outubro, 2017@9:30 pm_10:30 pm
2017-10-13T21:30:00+01:00
2017-10-13T22:30:00+01:00
Onde:
Culturgest
R. Arco do Cego 50
1000 Lisboa
Portugal
Custo:
15€
Contacto:
Culturgest
21 790 51 55
Conceito, texto, direção, interpretação Nicola Gunn
Coreografia Jo Lloyd Composição e desenho de som Kelly Ryall
Desenho audiovisual Martyn Coutts Desenho de luz Niklas Pajanti
Figurinos Shio Otani Dramaturgista de texto Jon Haynes
Direção de produção Gwen Gilchrist Produtora Jenny Vila
Apoio Australia Council for the Arts, Creative Victoria, Mobile States, the Besen Family Foundation, Punctum Inc. Seedpod, Arts House’s CultureLAB e Maximised by Chunky Move
Estreia 4 de novembro de 2015, Performance Space, Sydney

Há uns anos meti-me numa discussão com um desconhecido porque ele estava a atirar pedras a uma pata. Ela estava a proteger os ovos. Os filhos do homem estavam a recolher pedras para ele atirar. Disse-lhe que o que ele estava a fazer era desnecessário e se não se importava de parar. Ele disse-me para não me meter onde não era chamada, ou qualquer coisa do género. Eu estava num país estrangeiro e não falávamos a língua um do outro. O que se seguiu foi um confronto irritado, agressivo e físico que não deu em nada: ele continuou a atirar pedras à pata e eu fui para casa escrever sobre isto no Facebook.

Esta é uma meditação combativa sobre a paz e o conflito, o relativismo moral e a função da arte, inspirada num incidente real. Uma mulher viu um homem a atirar pedras a uma pata e gritou com ele.

O que se segue é uma dissecação dos domínios dolorosos do comportamento humano e um percurso pelas complexidades éticas e morais da intervenção. Recheada de historietas e digressões, teoria crítica e filosófica, o texto é acompanhado por uma paisagem sonora rítmica e eletrónica e por uma coreografia atlética ininterrupta que vai do desnecessário e incongruente ao cómico e estranhamente tocante.

Piece for Person and Ghetto Blaster desliza entre cadências, ideias e modos performativos – do teatro à dança à performance e de volta ao teatro – para desafiar a maneira como vemos a arte, o mundo, a violência e os outros.

É uma sessão de treino físico e moral (…). Engenhoso, declaradamente divertido, profundamente inteligente e, como se pretendia, moralmente desconcertante.

Keith Gallasch, RealTime, dezembro-janeiro 2016

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