Festival Curtas Vila do Conde – Entrevista

O Curtas Vila do Conde completa em 2017, 25 edições. Conversámos com Nuno Rodrigues, Diretor do festival. Fez-nos um balanço do últimos anos, falou-nos do facto de estarem fora dos grandes centros urbanos, das actividades paralelas, e da internacionalização das curtas portuguesas, entre outros assuntos.

Que balanço é possível fazer dos 25 anos de festival?
O balanço é muito positivo. São vinte e cinco anos com um público fiel, uma programação de vanguarda, dirigida a vários públicos e um projeto educativo desafiante. O Curtas é hoje um dos grandes festivais de cinema portugueses e um dos mais reconhecidos fora de Portugal.

Que desafios vos trás o facto de estarem fora dos grandes centros urbanos?
É naturalmente mais difícil atrair o público, que tem que sair desses grandes centros urbanos para participar no festival. Mas com um programa diversificado, conseguimos atrair pessoas de muitas regiões. Vila do Conde é para, muitos públicos, um lugar de paragem obrigatória.

O que destacas da programação deste ano?
Este ano temos uma programação fortalecida, própria de um ano de celebração. Destacaria a carta branca dada a diversas personalidades, que nos permite fazer uma viagem pela história do festival. Não podia deixar também de referir as nossas competições – o centro do festival – e mais variados filmes-concerto.

Fala-nos um pouco das iniciativas paralelas desta edição.
Destacaria a exposição fotográfica dedicada a diversas personalidades do cinema português, numa homenagem sincera a muitas pessoas que passaram pelo festival. E também o livro “25 Anos, 25 Histórias”, com vinte e cinco textos de memórias de críticos, jornalistas, realizadores ou músicos em Vila do Conde.

Como está a internacionalização das curtas portuguesas?
A Agência da Curta Metragem, que é parte do universo das Curtas Metragens CRL, tem feito um trabalho profissional de divulgação e distribuição das curtas portuguesas. Hoje, qualquer programador dos grandes festivais de cinema procura a Agência para encontrar as novidades do cinema português, que vêem como um cinema especial. Veja-se, por exemplo, os prémios internacionais recebidos recentemente.

Como vês o panorama cinematográfico em Portugal?
O cinema português tem sabido reinventar-se e é uma das cinematografias mais ousadas e mais estimadas no circuito internacional. Precisamos de apoio a este cinema, que é feito com muito poucos recursos e muita criatividade.

Mais sobre o Festival em http://festival.curtas.pt/

Deixa o teu Comentário