MOTELx – Entrevista

MoteLXEntrevistámos João Monteiro e Pedro Souto, directores e programadores do MOTELx, que decorre em Lisboa, no Cinema S. Jorge, de 11 a 15 de Setembro

Qual o balanço que fazem dos 7 anos de actividade que já levam?
João Monteiro: Estes sete anos superaram as nossas expectativas e isso tem-nos motivado para, ano após ano, tentar oferecer o melhor MOTELx possível aos seus visitantes. Sentimo-nos verdadeiramente parte de uma grande comunidade cinéfila.

Encontraram dificuldades para divulgar este tipo de cinema específico (terror) ou, por ser um nicho, fica mais fácil?
João Monteiro: A aceitação foi imediata tanto do público como da imprensa e esse facto deve-se à popularidade universal do género, mesmo que seja frequentemente colocado num nicho.

Sentem evolução no público, ao longo destes anos?
João Monteiro: Claro. Primeiro em número e depois no ambiente que esse público começa inconscientemente a criar. O terror é uma experiência física, por isso, as pessoas reagem das mais variadas maneiras. Mas a ideia de experiência colectiva tem vindo a ser reforçada ano após ano. Um exemplo do que estamos a falar aconteceu no ano passado durante a sessão de «Inbred», filme que termina com uma canção à qual o público se juntou espontaneamente. O filme já havia dado a volta ao mundo em festivais e o realizador estava muito espantado porque algo semelhante só havia acontecido em Espanha.

youre-next-movie-image-04-600x302Que destacariam da edição 2013 do Festival em termos de programação?
Pedro Souto: Absolutamente tudo. Muitos filmes de terror realizados por mulheres; três retrospectivas – uma dedicada ao mestre Tobe Hooper, outra ao primeiro convidado asiático do MOTELx, Hideo Nakata e outra ao recentemente desaparecido Ray Harryhausen, esta última em parceria com a Cinemateca Júnior; os filmes de terror perdidos, «O Crime de Aldeia Velha» e «A Promessa», na secção “Quarto Perdido”; as curtas a concurso para o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013; o regresso em força da secção de documentários “Doc Terror”; e ainda muitas curtas internacionais nas Curtas ao Almoço.

A que eventos paralelos poderemos assistir este ano?
Pedro Souto: Será um ano intenso em termos de eventos paralelos: relacionado com a retrospectiva Ray Harryhausen, vai haver workshops de stop-motion para os mais novos (no Palácio Foz, aos Restauradores) e para os mais velhos (no Hotel Florida, ao Marquês de Pombal); um workshop de caracterização e próteses (no Cinema São Jorge); masterclasses com os mestres Tobe Hooper, Hideo Nakata, a equipa do spot MOTELx 2013 que se transformou na curta-metragem «Dédalo» e ainda equipa da webseries «Daddy Cross», numa masterclass sobre guerrilla filmmaking em tempos de austeridade.

Informações sobre o festival: http://www.motelx.org

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