O pano do Kalaf

Por Andréa Zamorano Tudo havia dado mais do que certo na minha primeira participação na FLIP. Naqueles cinco dias em Paraty, fui cinegrafista, porteira, garçonete e até escritora na Casa Amado e Saramago. Transmiti “lives” para as redes sociais, controlei a porta quando as filas passavam das duas horas de espera – devo dizer que […]

Cabo Verde, centro do mundo

Por Ricardo Viel Germano Almeida conta num de seus livros que Cabo Verde foi um descuido divino. Após criar os continentes e distribuir neles as “riquezas que deviam alimentar os seus filhos”, Deus repartiu as criaturas: os brancos na Europa, negros em África, amarelos pela Ásia e América. E então, distraído, sacudiu as mãos, sem […]

Cem anos de solidão, cinquenta anos depois

por António Mega Ferreira Há cinquenta anos, no verão de 1967, saía em Buenos Aires, com a chancela da Editorial Sudamericana, um romance denso e surpreendente de um escritor colombiano que, até então, era mais conhecido nos meios literários latino-americanos do que no seu próprio país. O livro chamava-se Cem anos de solidão e vinha […]

Bruce Lee: Tranquilo e Infalível

Por Sara Figueiredo Costa Era de um “Índio” que falava Caetano Veloso quando gravou a canção onde se ouvia o verso “tranquilo e infalível como Bruce Lee”. E mesmo sem ser índio, a Bruce Lee assentam bem os epítetos dados por Caetano. A infalibilidade dos golpes, entre punhos e pernas, não impediu que morresse com […]

Augusto Boal: o exílio em cartas

Por Lyza Brasil Em junho de 1976, o teatrólogo brasileiro Augusto Boal desembarcou em Lisboa com a mulher e os dois filhos. A mãe, Albertina, recebeu um dos cartões-postais que ele enviou da capital portuguesa no dia 10 de junho: «Mamãe, cá estou eu na Santa  terrinha. Vou ficar mais tempo do que pensava. Logo […]

Berlim – Um tónico democrático

Por Andréa Zamorano Não precisei  andar  mais do que dois quilómetros de bicicleta para chegar a Bernauer Straβe naquele domingo. Não precisei andar mais do que dois metros para me aproximar do primeiro local onde se lia numa placa de bronze: 25.09.61 «Fluchtversuch und Festnahme; Wilfried K» ou «Tentativa de fuga e prisão; Wilfried K.» […]