Curso Cenografia

Cada vez mais, no nosso espaço contemporâneo, a CENOGRAFIA vem desafiando convenções e fronteiras, explorando novos limites que tendem a extravasar o espaço do palco e do próprio teatro. Cada vez mais próxima do autor, do actor e do espectador, vem procurando recriar-se no contexto das formas inovadoras e participativas da escrita performativa. Curiosamente, aproximando-se da sua raiz etimológica primordial: CENO+GRAFIA = escrita da cena.
Uma primeira abordagem a esta arte visual e performativa irá sempre no sentido de compreender o termo e o[s] território[s] em si compreendidos. O que é a cenografia? De que forma a cenografia está presente nas nossas vidas? O mundo é um espectáculo?
Com a palavra cena [escrita da] não me refiro só ao teatro, mas ao extenso, complexo e desafiante lugar da ficção que tende, hoje mais do que nunca, a encontrar formas de se sobrepor insidiosamente aos lugares do quotidiano, das viagens, das passagens, dos espectáculos. Aliás, é precisamente quando somos levados a transbordar a cena, dita convencional, que a questão se coloca com maior intensidade: o que acontece neste processo mágico de dar forma ao informe, de materializar o intangível?
Quem escreve, quem desenha a cena? Onde começa e acaba a cena? Quem é actor e quem é espectador, e que desejos e que expectativas residem em cada lugar/ser/estar deste triângulo amoroso [cena+público+lugar para tudo acontecer]? E, no final [no princípio?] tudo se resume ao atrevimento de pensar a cenografia do espaço total, como lugar [pelo menos] duplo, com [pelo menos] dois lados como um espelho, e um sempre em função consciente do outro, num equilíbrio singular. Não é pois a fatal decisão de manipular desta ou daquela forma a arquitectura dos lugares “de quem vê” e “de quem/quê é visto” que determina toda a experiência do evento performativo?

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Tipo

Formação

Disciplinas

Teatro, Outra

Localidade

Vila Nova de Famalicão