apego

Por Ondjaki

(…) indagado, o homem, sobre a sua proveniência, explicou que não tinha palavras para mostrar o lugar, nem coordenadas que o soubessem localizar.
convidado a explicar-se melhor, acrescentou, o que a seguir se relata: “coração-mesmo é batida gingonga tu sabes – sorriso nas bocas poucas. toda veia vizinha, todo batimento repentino, todo ataque severo, toda paz débil, todo o momento incerto…
olhar-confundido na partilha de luz baça e a lua que oferece aos mestres o íntimo luxo de se perderem; quase azedo olhar dividido pelo mesmo ser – eles dois o mesmo.”
e, diz quem viu, que foi assim mesmo.

ondjaki (luanda/angola). escreve para contar, e às vezes sonha poemas.
gosta de lesmas, borboletas e do sal dos sonhos.

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