Coffee Break – Conversas anteriores

Conversa #1

Tudo é silêncio: Quando isolamento físico é sinónimo de isolamento social
28 de abril, 21h00
O distanciamento físico está a ser traduzido em isolamento social (Daniel Whal). Qual o seu impacto numa programação centrada no “ao vivo” e no “cara-a-cara”? Os conteúdos gravados acentuam essa perda? Que eixos de programação mais trabalhavam esses aspectos agora suspensos? Estaremos capazes de apontar alternativas? E como? Recuperando caminho, suavizando ausências ou propondo narrativas? Como é que sonhamos hoje?

Convidados
■ Vítor Belanciano (jornalista)
■ Rui Horta (director artístico d’O Espaço do Tempo)
■ João Onofre (artista)
■ Madalena Wallenstein (programadora da Fábrica das Artes, CCB)

Conversa #2

Tudo é publicável: Arte nos cuidados intensivos
5 de maio, 21h00
Artistas aproximam-se diretamente dos espectadores em inúmeros casos de eventos ao vivo promovidos pelos próprios e com números invejáveis de visualizações. O agente perdeu a sua relevância? O programador está em silêncio? O produtor está em layoff? Os mediadores no desemprego? A ausência de mediação no processo de cuidar dos conteúdos traduz-se numa redução da qualidade destes? Enquanto profissionais de mediação onde podem intervir programadores, agentes e serviços educativos? O que se espera na mediação num mundo contaminado pelo “medo” e regulado pelo virtual?

Convidados
■ John Romão (director artístico da BoCA bienal)
■ Paulo Pires do Vale (Comissário do Plano Nacional das Artes)
■ Filipa Oliveira (Programadora de artes visuais e curadora na Câmara Municipal de Almada)
■ Patrícia Portela (escritora e directora artística do Teatro Viriato)

Conversa #3

A relevância das instituições culturais
12 de maio, 21h00
O que estão as Instituições culturais no país a fazer como resposta ao encerramento do espaço público? O que pode mudar para além da remarcação de agendas?

Convidados
■ Ana Borralho e João Galante (artistas)
■ Francisco Frazão (director artístico do Teatro do Bairro Alto)
■ Rui Torrinha (director artístico do Centro Cultural Vila Flor)
■ Patrícia Portela (escritora e directora artística do Teatro Viriato)

Conversa #4

Futurologia e contra-ataque: A queda do muro vai chegar?
21 de maio,
21h00
O campo cultural, determinado na maioria dos casos por atividades presenciais e públicas, e por relações de trabalho precárias e imateriais, tem vindo a orientar a sua ação para o meio digital, vendo aí expectativas de retorno económico, de satisfação pessoal e coletiva, e de futuro. Um dos desafios do momento é precisamente questionar a normalidade em que vivíamos e os seus inúmeros sinais de colapso. Importa trazer para a mesa outras narrativas e outros mundos alternativos ao consenso. Esta conversa tem como ponto de partida o questionário proposto pelo filósofo Bruno Latour sobre as atividades que gostaríamos que não fossem retomadas e daquelas que, pelo contrário, gostaríamos que fossem ampliadas.

Convidados
■ Miguel Ponte e Teresa Vaz (artistas)
■ Hugo Cruz (director artístico do Festival Mexe)
■ Liliana Coutinho (programadora Conferências e Debates na Culturgest)

Conversa #5

De que falamos quando falamos de restrições?
04 de junho, 21h00
Todas as peças de Shakespeare foram escritas para um palco restrito a mulheres.
É talvez à luz das restrições de outros que vemos a forma como lidamos com as nossas. Estamos preparados para lidar com restrições? São os artistas expoentes de uma desobediência inteligente? Onde começam as restrições, acaba a liberdade? Na escala subjetiva da atribuição de valor serão as restrições uma montanha a escalar pela negociação da legalidade? Ou um simples apelo à transgressão?

Convidados
Guilherme Gomes (membro do Teatro da Cidade)
■ Vasco Santos (editor da VS)
■ Raquel Castro (directora artística do Lisboa Soa)
■ Patrícia Portela (escritora e directora artística do Teatro Viriato) – moderação

Conversa #6

Cultura e sustentabilidade

07 de julho 2020, 21h00
Itinerâncias por 10 países em duas semanas, actores sem contrato que fazem uma novela, três anúncios e ainda estreiam duas peças numa mesma sexta feira. Cenários de 16 toneladas a passear pela Europa em camiões Tir. Cenários em poliuretano ou cartão maquete, colados a cola quente e destruídos a cada apresentação. Ausência de cenário. Grandes produções sobre o clima, o colapso do capitalismo, o futuro utópico e distópico das nossas sociedades. Teatros sem equipas. Companhias com hierarquias tão piramidais que morrem com os seus fundadores. Atrizes que não podem engravidar. Profissionais que não se podem magoar.

O que é, o que pode ser, será que existe alguma vez uma cultura sustentável?

Convidados

André e. Teodósio (Artista)
■ Natxo Checa (Curador)
■ Vanessa Rato (Jornalista)
■ Patrícia Portela (escritora e directora artística do Teatro Viriato) – moderação