Coffeepaste recomenda (XLIV)

Dança: ENCOUNTERS
200_encountersEsta peça nasce do cruzamento entre dois jovens intérpretes/criadores que fundem as suas linguagens artísticas e a vontade de as experimentar.
Este seu encontro foi assim o começo e a ideia central nesta construção. Quando duas pessoas se cruzam, em qualquer contexto, a sua relação atravessa diferentes fases e caminhos, que convergem, ou não, às vontades das pessoas envolvidas.
Encounters retrata isto mesmo: duas pessoas diferentes, deambulando, que se unem (in)conscientemente, neste efeito borboleta sociológico inevitável, imparável, sem fim.
Perguntamos assim: estaremos nós conscientes disto? Seremos nós meros corpos que vagueiam? Teremos o poder de mudar de rumo e de escolher com quem nos cruzaremos a seguir? Mas afinal, quem é o outro e o que nos faz estar mais conectados com uma pessoa do que com outra?
Balleteatro –  Porto
29 de Abril, 21h30
Cocriação e interpretação | André Mendes, Ricardo Pereira
Figurinos | João Carvalho
+Info: producao@balleteatro.pt | 935239027 |www.balleteatro.pt

Concerto: Efterklang
200_EfterklangOs Efterklang reúnem as condições necessárias para se tornarem num dos típicos casos de culto em Portugal: com um reconhecimento internacional contido, estrearam-se em Portugal em 2010, com um concerto no MusicBox que arrebatou banda e público. O ano passado voltaram a Lisboa – e no que foi considerado um dos melhores concertos do festival Vodafone Mexefest, surpreenderam quem ainda não os conhecia ao vivo.
Os próximos passos desta relação entre a banda dinamarquesa e o público português serão dados brevemente: a 29 de abril (no Hard Club, no Porto) e a 2 de maio (no Lux, em Lisboa). “Piramida”, o quarto álbum da banda e o primeiro editado pela conceituada 4AD, será o mote dos concertos, mas não faltarão incursões aos discos e sonoridades anteriores (da electrónica minimalista do primeiro álbum, “Tripper”, à pop mais luminosa dos últimos).
Por Dinis Correia

Teatro: Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos
200_rosen“Escrevo peças porque o diálogo é a forma mais respeitável de me contradizer”, afirmou um dia Tom Stoppard, autor britânico que conquistou a linha da frente da dramaturgia contemporânea com Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos (1966), “comédia de ideias” que coloca numa deriva existencialista duas personagens secundárias do Hamlet de Shakespeare. Enviados pelo tio do Príncipe da Dinamarca para conter a ira do sobrinho e desvendar a origem da sua loucura, Rosencrantz e Guildenstern veem-se perdidos na sua missão, incapazes de descodificar o mundo que os rodeia, bem como a geografia do lugar que ocupam naquela intriga.
A caminho de Elsinore, que é o nome do lugar onde o teatro se pensa a si mesmo, perguntam-se “Quem somos?”, interrogação que serve de mote a Marco Martins – criador que o cinema revelou mas que tem vindo a acrescentar território ao teatro português – para desencadear uma reflexão em cena sobre os labirintos da identidade e a vertigem da representação. No centro desta inquirição estão, ainda e sempre, os atores, essas criaturas que, sendo tantas, são “o mesmo lado de duas moedas” ou “os dois lados da mesma moeda”
Teatro Nacional S. João – Porto
Até 28 Abril 2013
Quarta a Sabado 21h30, Domingo 16h00
http://www.tnsj.pt

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