Dina Magalhães e Paulo Vasques – Entrevista

O Circular Festival de Artes Performativas está de regresso para a sua 17ª edição. O festival apresenta um programa pluridisciplinar e experimental que cruza a dança, a música, o teatro, a performance e o pensamento, onde reside uma ampla diversidade temática suscitada por cada uma das propostas autorais. Conversámos com os programadores do evento, Dina Magalhães e Paulo Vasques, para saber mais sobre a edição deste ano.

Que balanço fazem de 17 edições do Festival Circular?
O festival tem vindo a consolidar-se e afirmar-se no contexto nacional das artes performativas, contribuindo para uma maior visibilidade das artes de natureza experimental e laboratorial. Ao longo destes anos expandimos o projecto a actividades educativas regulares, actividades de difusão, produção e edição, trabalhando numa perspectiva de mediação com os públicos. Continuaremos a trabalhar motivados pelos objectivos do projecto e em estreita relação com a comunidade.

Que factores entram na construção de um programa como o do Circular?
Um dos traços definidores do Circular prende-se com a vertente experimental do programa, abrangendo várias áreas: dança, teatro, música, performance, pensamento. Procuramos um equilíbrio entre criadores com nome firmado no panorama das artes performativas e criadores emergentes, cujas primeiras obras muitas vezes são apresentadas no festival, em regime de co-produção.

Volmir Cordeiro (foto: Fernanda Tafner)

O festival apresenta um programa pluridisciplinar. É importante a diversidade?
Entendemos que toda a produção artística contemporânea pode suscitar leituras e reflexões muito ricas sobre a actualidade, independentemente da área disciplinar de origem. Interessa-nos sobretudo um olhar transversal e permeável sobre a criação.

Querem fazer dois ou três destaques do programa?
Destacamos o dia de abertura do festival, com a exposição “Membrana” de João Pais Filipe e Mónica Baptista, o espectáculo de dança “Calçada” de Volmir Cordeiro, e o concerto de CZN, na expectativa de que o público acompanhe a restante programação.

Los Detectives (foto: Mila Ercoli)

Qual a maior vantagem e a maior desvantagem de estarem fora dos grandes centros urbanos?
Como vantagem destacamos a escala de proximidade com a comunidade e entidades locais (agentes culturais, públicos, escolas). Consideramos como desvantagem a menor dinâmica cultural da cidade, com impacto na sensiblização e fidelização de públicos.

Peço-vos um desejo para as Artes para os tempos mais próximos
Uma retoma plena das actividades culturais, depois de um longo período de paralisação que tanto fragilizou o sector cultural.

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