A nous deux maintenant

Quando:
11 de Janeiro, 2018@8:30 pm_11:30 pm
2018-01-11T20:30:00+00:00
2018-01-11T23:30:00+00:00
Onde:
Culturgest
R. Arco do Cego 50
1000-291 Lisboa
Portugal
Contacto:
Culturgest
21 790 51 55
Conceção, adaptação e encenação Jonathan Capdevielle Interpretação Clémentine Baert, Arthur B. Gillette/Jennifer Hutt, Jonathan Capdevielle, Dimitri Doré, Jonathan Drillet, Michèle Gurtner Consultor artístico/assistente de encenação Jonathan Drillet Conceção e realização cenográfica Nadia Lauro Construção da cenografia Oficinas de Nanterre-Amandiers (Marie Maresca, Michel Arnould, Gabriel Baca, Théodore Bailly, Mickaël Leblond) Luzes Patrick Riou Assistido por David Goualou Sintetizador modular Ray imaginado e construído por Benoît Guivarc’h com circuitos de Ray Wilson Criação sonora e musical Vanessa Court, Arthur B. Gillette, Jennifer Hutt, Manuel Poletti Composição musical Arthur B. Gillette Operação de som Vanessa Court Colaboração informática musical IRCAM(Manuel Poletti) Figurinos Colombe Lauriot Prévost Direção de cena Jérôme Masson Olhar exterior Virginie Hammel Produção, difusão, administração Fabrik Cassiopée (Isabelle Morel, Manon Crochemore & Romane Roussel) Produção delegada Association Poppydog Coprodução Le Quai – Angers, Nanterre-Amandiers, Festival d’Automne à Paris, CDN Orléans, manège – Reims, Théâtre Garonne – Toulouse, L’Arsenic Lausanne, Le Parvis Tarbes, IRCAM Apoio King’s Fountain
Estreia
6 de novembro de 2017, Le Quai – Angers

Jonathan Capdevielle adapta ao teatro Un Crime, romance policial de Georges Bernanos. Desossa os particularismos da província e descasca a franqueza e as tradições dos aldeões para examinar a condição humana com empatia, ternura e humor negro. O “pároco de Mégère” é um recém-chegado que age a contrapelo da religião católica, movido por um enigmático desígnio mortífero. Perdido num policial sem saída, ensurdecido pela polifonia das personagens, o leitor deixa-se engolir pelo labirinto da sua própria investigação.

Capdevielle vai direito ao núcleo deste vulcão de estranheza e terror, na orla do fantástico, pondo em cena o jogo de máscaras desta figura de padre, turva e atraente, que vem perturbar a ordem estabelecida. Brinca com a multiplicidade dos papéis atribuídos a cada um dos atores e com uma interpretação policromática do texto, estendendo o leque de possibilidades da exaltação ao realismo, para melhor esborratar as fronteiras entre realidade, sonho e pesadelo.

Jonathan Capdevielle apresentou na Culturgest Adishatz/Adieu em 2016.

Acontece-lhe ter sonhos, (…) sonhos verdadeiros, sonhos cuja lógica e verosimilhança são tais que parecem prolongar-se mais além, tomar o seu lugar nas nossas recordações, passando a pertencer ao nosso passado?
Georges Bernanos, Un Crime, 1935

Deixa o teu Comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.