Três Parábolas da Possessão

Quando:
5 de Abril, 2015@4:15 pm_5:45 pm
2015-04-05T16:15:00+01:00
2015-04-05T17:45:00+01:00
Onde:
Teatro Nacional D. Maria II
Praça Dom Pedro IV
1100 Lisboa
Portugal
Custo:
1€ a 12€
Contacto:
Teatro Nacional D. Maria II
800 213 250

possessaoTexto: Francisco Luis Parreira //
Encenação: João Garcia Miguel//
Interpretação: Martinho Silva , Frederico Barata, Rita Barbita e Sara Ribeiro
Música Original: Lavoisier //

SINOPSE//
O texto de Três palavras da possessão extrai dos autos de Natal tradicionais o seu tema e certa pressuposição formal mais envolvida com os aspetos da sua projeção cénica e plástica. Na medida em que aquele tema é o da Natividade e da Paixão do filho, é correto dizer que o texto, num segundo nível, se compromete com a questão da permanência do mítico-mitológico na forma cénica.

Ainda que a vida dos mitos possa ser imperecível, ela decorre sempre num interval devedor de duas realidades destinadas no entanto a perecer: a palavra e o corpo. Porque não podem sobreviver numa nudez tão absoluta que desconheça os corpos e a palavra, estão os mitos, no tempo, obrigados à negociação: decerto, com línguas que já não recordam o seu nascimento e, por essa via, com a dispersão da sua verdade; mas também com as sucessivas atualidades sem as quais eles nunca são plenamente significantes e que, por seu lado, são mais elas mesmas quando se reconhecem na vocação mitológica que está no centro do seu processo formador.

O texto inspira-se no caso de Shadi Masoul, um jovem palestino de doze anos que, armado com um cinto de explosivos e conduzindo-se a um posto de controle à entrada de Jerusalém, frustrou no ultimo momento as suas intenções suicidas. Com esta premissa, e sem preocupação com o que aí se constitua como facto noticioso, o texto transpõe o tema bíblico e tradicional da Natividade, da Paixão e da Redenção do Filho para o território e a atualidade agora vocacionados — o do conflito israelo-palestino.

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