Nuno Artur Silva – Entrevista

Nuno Artur Silva 5Qual o balanço que faz dos 20 anos de actividade que as Produções Fictícias levam?
Neste momento, em que já vamos a caminho dos 21, prefiro não fazer balanços e falar do presente.  E o presente é uma pergunta: O que fazer com o que fizemos até aqui? Criámos, ligámos e produzimos mil e uma coisas nos últimos 20 anos. Temos uma agência, uma rede criativa, uma marca, um canal (Q) e um jornal (Inimigo Público).  E agora? E o que fazer com as mil e uma coisas que queremos fazer? O balanço que queremos fazer é a resposta a dar a esta pergunta.

Há falta de argumentistas em Portugal?
Há. E há sobretudo falta de produtores e programadores que dêem aos argumentistas as condições para eles existirem. Há sobretudo falta de produtores e programadores a sério.

O audiovisual em Portugal é saturado pelos mesmos formatos. Que novos conteúdos gostaria de explorar no canal Q?
Séries de ficção de todos os tipos e formatos. E documentários. Sobretudo séries e documentários  que não passem nos canais mais conhecidos.

As Produções Fictícias são normalmente associadas a textos de contorno humorístico. Faz parte dos vossos planos abarcarem outros registos?
Sim . Gostaríamos  muito de produzir séries de ficção.

“O Eixo do Mal” é a verdadeira oposição politica em Portugal?
“O Eixo do Mal”, como o nome indica, não é verdadeiro nem falso, é irónico. E tanto faz oposição ao governo como à oposição.  Antes de mais, mais que oposição, é posição. Ou posições. Várias.

Qual é o projecto que ainda tem por realizar?
Muitos. Por exemplo, fazer um filme.

Comments

  1. Ernesto de Melo Lucas Coelho says

    Muito bem. Gosto muito do vosso tipo de entrevistas, aliás sempre muito interessantes, muito cuidadas e muito bem escritas.

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