Ode lenta a ouro preto

Por Ondjaki

Há muitos anos atrás, lembro-me de ter vivido momentos simples e belos em ouro preto; além da noite profunda, da comida intensa e cheia de possibilidades, havia as subidas e descidas de ouro preto.
havia a cachaça e um grupo de gente muito jovem que cantava desafinadamente numa praça; mas afinando as suas vidas, os seus olhares, os seus gestos soltos, e uma espécie de candura amarela vinda de um fogo que não estou certo que ali estivesse.
havia o hotel e as conversas, havia um luar que não sei se vi, e havia um silêncio belo no alto das madrugadas que ali atravessei.
(…)
um dia, muitos dias e anos depois, com restos de algumas destas lembranças, escrevi um conjunto de frases a que chamei poema. a esse poema, chamei ‘ode lenta a ouro preto’…

ondjaki (luanda/angola). escreve para contar, e às vezes sonha poemas.
gosta de lesmas, borboletas e do sal dos sonhos.

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