Workshop Coffeepaste – O que é um herói? (segunda edição)

Com Mónica Calle Esgotado

Datas de realização

27 e 28 de abril 2019 (sábado e domingo)
10h00-13h00; 14h00-18h00

Sinopse

A arte não é uma actuação a solo; é uma sinfonia no escuro com milhões de participantes e milhões de ouvintes. O prazer de um belo pensamento não é nada em comparação com a alegria de lhe dar expressão. Somos apenas instrumento de um poder maior. Somos criadores sob licença, pela graça, digamos assim. Ninguém cria sozinho, consigo e para si. Um artista é um instrumento que regista algo já existente, algo que pertence ao mundo inteiro e que, se ele for um artista, é compelido a devolver ao mundo.
Para produzir beleza, é preciso amor, amor pela vida em si, amor pela vida como ela é.

Local

Espaço da Penha
Travessa do Calado, 26B
1170-068 Lisboa

Metro mais próximo: Arroios
Autocarros: 706, 718, 730, 735, 742, 797

Destinatários

Público alvo – Heterogéneo

Preço

85€ (até 19 de abril)
95€ (a partir de 20 de abril)

Mónica Calle

Encenadora, cenógrafa, actriz, directora do teatro Casa Conveniente.

Estudou na ESTC. Em 1992, com “A Virgem Doida”, dá início ao projecto Casa Conveniente. Desde 2007 desenvolve um trabalho de formação/espectáculo em que mistura actores e não actores. Em 2009 lança um projecto de formação de actores em meio prisional, com duas vertentes: o trabalho no E.P, e a integração de ex-reclusos como actores na CC. Em 2011 encena vários espectáculos a partir de Heiner Müller. Lança a campanha de Pequenos Mecenas. Em 2012, reencena e interpreta “A Virgem Doida”, de Rimbaud percorrendo desta vez a integralidade de “Uma Cerveja no Inferno.” Encena “Iluminações” para a Companhia Maior. Início de um novo ciclo. Em 2013, encena e interpreta, no Grande Auditório da Culturgest, “Os Meus Sentimentos”, de Dulce Maria Cardoso, eleito entre os 10 melhores espectáculos de teatro do ano pelo semanário Expresso, e menção especial do prémio da crítica de 2013. Encena e interpreta “A Sagração da Primavera” em Coimbra e Torres Novas (TAGV/ Festival Materiais Diversos), e “Noites Brancas” no Teatro Maria Matos.

Em 2013 projecta a migração da Casa Conveniente do Cais do Sodré para a Zona J de Chelas e cria a AC Zona Não Vigiada, que dá nome a um novo espaço teatral na cidade de Lisboa, a Casa Conveniente / Zona Não Vigiada. Regresso à ideia fundadora: trabalhar a partir da margem. Aí estreia “A Boa Alma”, projecto que concebe, encena e interpreta (Janeiro 2015). Desde 2014 , desenvolve o projecto Ensaio para uma Cartografia, apresentado no Teatro nacional D. Maria II, Teatro Rivoli, Festival Verão Azul (considerado pelo jornal Público como o melhor espectáculo do Ano 2016. A convite do programa Cultura em Expansão da C.M.Porto desenvolveu o projecto Rifar o meu Coração com a comunidade do Bairro da Sé, projecto que continua a ser desenvolvido em parceria com a Fundação Inatel em varias localidades do país.

O seu trabalho já foi apresentado no Brasil e em França. Em 2013 foi convidada para o festival Chantiers d’Europe com o espectáculo “A Virgem Doida”. É presença regular no Festival de Teatro de Almada.

Em 2017 recebeu a Distinção Maria Isabel Barreno – mulheres criadoras de cultura, atribuído pelo governo de Portugal.